
Renata Rebeca, de 26 anos, deixou dois filhos pequenos. Durante a despedida em Belém, a mãe lamentou a perda e pediu esclarecimentos sobre a morte da filha. Polícia investiga estrutura de alumínio que teria cedido no sétimo andar do Rio Poty Hotel.
O corpo de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, que morreu após cair do sétimo andar do Rio Poty Hotel, em São Luís, chegou a Belém, no Pará, onde familiares e amigos se reuniram para prestar as últimas homenagens à jovem. Em meio à dor, a mãe da estudante, Bety Negrão, cobrou justiça e respostas sobre as circunstâncias da tragédia.
A despedida acontece na residência onde Renata passou parte da infância e da adolescência. A jovem, natural de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, cursava Administração e deixou dois filhos pequenos.
“A minha filha saiu daqui com vida. É muito triste isso”, declarou Bety, ao lamentar a morte da filha.
Renata estava em São Luís acompanhando o namorado, Leonardo Augusto Pinto França, que participaria de um campeonato de pôquer. O casal havia chegado à capital maranhense no dia 28 de outubro e pretendia retornar ao Pará na terça-feira (3 de novembro), justamente o dia em que ocorreu a queda.
A Polícia Civil do Maranhão trabalha com a hipótese de acidente, mas a investigação continua. Um dos principais pontos ainda sem esclarecimento é o motivo pelo qual uma estrutura de alumínio da janela do hotel teria cedido.
Mãe de Renata Rebeca relata angústia e pede justiça
A chegada do corpo ao Pará foi marcada pela tristeza de familiares e amigos, que se reuniram para se despedir da estudante.
Durante a despedida, Bety Negrão falou sobre a dor de perder a filha de maneira inesperada, durante uma viagem que deveria terminar com seu retorno para casa.
A mãe também relatou ter sentido uma forte angústia antes de receber a notícia da morte.
“Eu tava com uma agonia, uma agonia, não dormia a noite toda”, contou.
O relato expressa o sofrimento de uma família que agora aguarda o esclarecimento das circunstâncias da queda.
A cobrança por justiça acontece enquanto a Polícia Civil e a Perícia Oficial do Maranhão realizam procedimentos para determinar o que provocou a tragédia.
Até o momento, não há conclusão pericial que estabeleça a existência de irregularidades na estrutura do hotel.
Quem era Renata Rebeca, jovem que morreu em hotel de São Luís?
Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos tinha 26 anos, era natural de Ananindeua, no Pará, e estudava Administração.
Mãe de duas crianças pequenas, ela havia viajado para São Luís com o namorado, Leonardo Augusto Pinto França, para acompanhá-lo durante um campeonato de pôquer.
A viagem começou na quarta-feira, 28 de outubro, e o retorno estava previsto para 3 de novembro.
Nas redes sociais, amigos compartilharam mensagens de despedida e recordações da convivência com a jovem.
Uma das homenagens destacou os laços construídos ao longo dos anos, lembrando momentos de infância, brincadeiras e experiências compartilhadas.
Outra amiga manifestou dificuldade em aceitar a notícia da morte.
As manifestações mostram a repercussão da tragédia entre pessoas próximas à estudante, especialmente em sua cidade de origem.
O que aconteceu no Rio Poty Hotel em São Luís?
Renata morreu na madrugada de terça-feira (3), por volta de 1h30, após cair do sétimo andar do Rio Poty Hotel, localizado no bairro Ponta d’Areia, na capital maranhense.
Imagens de câmeras de segurança foram analisadas pela Polícia Civil para reconstruir os momentos anteriores à queda.
Segundo o delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), os registros indicam que a jovem estava sentada em um batente próximo à janela quando apoiou as costas em uma estrutura de alumínio.
Essa estrutura teria cedido, provocando a queda.
O delegado afirmou que as imagens não mostram agressão ou empurrão e que o namorado não estava próximo da jovem no momento do ocorrido.
A avaliação policial aponta, portanto, para uma queda acidental, embora a investigação ainda dependa de exames técnicos e outros procedimentos.
Namorado foi ouvido e não é considerado suspeito
Leonardo Augusto Pinto França prestou depoimento à Polícia Civil após a morte de Renata e foi liberado.
De acordo com as informações divulgadas, ele relatou ter consumido bebidas alcoólicas e afirmou não se lembrar do momento da queda.
O delegado George Marques declarou que, até esta etapa da investigação, não foram encontrados indícios de agressão ou participação do namorado na morte da estudante.
As imagens analisadas pela polícia sustentam essa avaliação preliminar.
O fato de o namorado ter sido ouvido faz parte dos procedimentos de investigação e não significa que ele tenha sido responsabilizado criminalmente.
A Polícia Civil poderá realizar novos depoimentos caso considere necessário para esclarecer os acontecimentos.
Perícia investiga por que estrutura de alumínio teria cedido
Apesar de a Polícia Civil apontar a queda como acidental, uma questão permanece sem resposta: o que provocou o desprendimento da estrutura de alumínio na qual Renata teria se apoiado?
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que a Perícia Oficial realizou exames no Rio Poty Hotel para avaliar as circunstâncias da ocorrência.
Os trabalhos incluem a análise da estrutura da janela envolvida na queda, buscando identificar as possíveis causas do desprendimento.
Segundo a secretaria, os exames ainda estão em andamento.
Até a divulgação das informações, não havia conclusões técnicas que permitissem determinar o motivo do desprendimento ou apontar eventuais irregularidades.
Isso significa que não é possível afirmar, neste momento, se houve problema de instalação, manutenção, desgaste ou qualquer outra falha estrutural.
A identificação de uma eventual irregularidade depende dos resultados da perícia.
Os laudos deverão integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil.
Rio Poty Hotel lamenta morte e afirma colaborar com autoridades
Procurada pela TV Mirante, a administração do Rio Poty Hotel recebeu a equipe de reportagem, mas não concedeu entrevista.
Em nota oficial, o estabelecimento lamentou a morte de Renata e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
O hotel afirmou que se colocou à disposição das autoridades desde o início da ocorrência e que acompanha o trabalho da Polícia Civil.
A administração também declarou que a segurança e o bem-estar de hóspedes, funcionários e visitantes são prioridades da gestão.
Segundo o comunicado, o estabelecimento mantém o compromisso de avaliar e aprimorar continuamente seus procedimentos internos de prevenção e segurança.
O Rio Poty Hotel informou ainda que não faria especulações sobre o caso, em respeito à memória da vítima, à privacidade dos familiares e ao trabalho das autoridades.
Família aguarda respostas sobre a morte da estudante
Enquanto familiares e amigos se despedem de Renata Rebeca no Pará, a investigação sobre a morte continua no Maranhão.
A Polícia Civil já informou que as imagens analisadas não indicam agressão ou empurrão antes da queda. Entretanto, os exames sobre a estrutura da janela ainda não foram concluídos.
O esclarecimento desse ponto será fundamental para compreender o que aconteceu no sétimo andar do hotel.
A mãe da estudante, Bety Negrão, cobra justiça e aguarda respostas sobre a tragédia que interrompeu a vida da filha aos 26 anos.
Renata deixou dois filhos pequenos e uma família que agora enfrenta o luto enquanto espera a conclusão das investigações.
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