
A forte tempestade acompanhada de ventania que atingiu São Luís na tarde desta sexta-feira (22) provocou momentos de medo, destruição e correria em bairros da capital maranhense. As regiões do São Cristóvão e Tirirical foram algumas das mais afetadas pelo fenômeno climático, que deixou um rastro de prejuízos em vias públicas, residências e estabelecimentos comerciais.
Imagens gravadas por moradores e comerciantes rapidamente se espalharam pelas redes sociais e mostram a intensidade do vendaval. Em diversos pontos, barracas de ambulantes foram destruídas pela força do vento, telhados de imóveis ficaram parcialmente arrancados e caixas d’água acabaram lançadas ao chão.
Em um shopping localizado na região, parte da estrutura do telhado também foi danificada. Galhos de árvores ficaram espalhados pelas ruas e muitos moradores relataram momentos de desespero diante da força inesperada das rajadas.
Os vídeos compartilhados na internet impressionam. Objetos foram arrastados pelo vento enquanto pessoas tentavam se proteger e segurar estruturas para evitar acidentes. O cenário de caos gerou pânico entre trabalhadores, comerciantes e quem passava pelo local no momento da tempestade.
Além dos estragos causados pelo vento, registros feitos antes da ventania mostram os primeiros sinais da formação do fenômeno atmosférico que chamou a atenção de especialistas.
Meteorologista explica fenômeno registrado em São Luís
De acordo com o meteorologista Márcio Eloy, o evento climático registrado na capital maranhense trata-se de uma tromba d’água, fenômeno caracterizado por uma coluna de ar em rotação associada à formação de nuvens carregadas e ventos intensos.
Segundo o especialista, as condições atmosféricas observadas na Ilha de São Luís durante os últimos dias favoreceram diretamente a formação do fenômeno.
“A ilha tem se mostrado continuamente ao longo desta semana muito aquecida. Nesse momento, nós estamos formando a questão do contraste térmico entre a ilha e o Oceano Atlântico. Esse contraste térmico favorece a atuação de brisas e também a formação de sistemas rápidos, que nós chamamos de sistemas convectivos”, explicou.
Márcio Eloy destacou ainda que esses sistemas possuem potencial para provocar eventos extremos.
“Quando nós temos a presença de células cumulonimbus, são elas as desencadeadoras das tempestades, associadas a ventanias, turbulência em aeronaves, descargas elétricas e também podem ocorrer tornados ou trombas d’água”, afirmou o meteorologista.
Não há registro oficial de feridos
Apesar da destruição registrada em vários pontos da cidade, até o momento não há confirmação oficial sobre feridos ou o tamanho total dos prejuízos causados pelo vendaval.
Equipes devem continuar monitorando as áreas atingidas enquanto moradores contabilizam os danos provocados pela forte tempestade.
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