• Motoristas cruzam os braços em São Luís após 4 meses sem salário e ônibus deixam de circular

    A crise no transporte público de São Luís voltou a impactar diretamente a população. Motoristas da Expresso Rei de França, antiga 1001, cruzaram os braços na manhã desta terça-feira (14) em protesto contra o atraso no pagamento de salários.

    Cerca de 30 trabalhadores se concentraram na porta da garagem da empresa, impedindo a saída dos veículos e cobrando uma solução imediata para a situação que, segundo eles, já se arrasta há meses.

    De acordo com os motoristas, a empresa está há mais de quatro meses sem efetuar o pagamento regular dos funcionários. Além dos salários atrasados, também há pendências relacionadas ao tíquete-alimentação, agravando ainda mais o cenário enfrentado pelos trabalhadores.

    “São mais de quatro meses sem receber. E as contas? Quem é que paga?”, questionou o motorista Mauro Luís Nunes, evidenciando o nível de insatisfação da categoria.

    O impacto no transporte público foi imediato. Até pouco antes das 8h da manhã, apenas três ônibus haviam conseguido sair da garagem, comprometendo a circulação em diversas regiões da capital.

    Entre as linhas afetadas estão trajetos importantes como Cohatrac, Vila Itamar, Ribeira, Ipem Turu, Parque Vitória, entre outras, prejudicando milhares de usuários que dependem do sistema diariamente.

    A paralisação reacende o alerta sobre a fragilidade do transporte coletivo na capital maranhense, que frequentemente enfrenta problemas operacionais, atrasos e reclamações da população.

    Até o momento, não há posicionamento oficial da empresa sobre a regularização dos pagamentos nem previsão de normalização total do serviço.

    Enquanto isso, passageiros enfrentam longas esperas, incertezas e dificuldades para chegar ao trabalho, escola ou outros compromissos, em mais um episódio de crise no sistema de transporte da cidade.

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